Ponto... Ponto...
Simplesmente visualize.
Visualize uma imensidão do branco sob um ponto. Ponto preto. Limitar-se a ele não é a atitude mais sábia a ser feita. Limitar-se é alienar-se.
E se apagar o ponto preto, o que restará?
Você seria apagado também?
Deslocar-se-ia de uma vida concreta, focada para viver num surrealismo inconstante?
Viver sob uma constância inconstante, viver sob uma metamorfose ambulante, viver em função de perguntas e abstrações pode levar você ao nada. Nada.
Felicidades que vão sumindo como o murchar de cravos, saudades que surgem como o florescer de uma flor de Lótus, esperanças que são levadas pelo vento. Carência? Espero que não, apenas vazios que não tenho como preencher. Fuga de emoções, sentimentos.
“Heróis são aqueles que tornam magnífica uma vida que já não podem suportar”. Heróis são aqueles que não negam nem endeusam a utopia da vida. Momentos surreais vêm à tona, resumindo-se a um ponto.
Ponto... Ponto...



