dezembro 30, 2010

SESSÃO MANIFESTO: Turismo Sexual


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Hoje eu só tenho a lamentar uma realidade que pude ver e presenciar: o turismo sexual.
Meu manifesto vai hoje àqueles que querem e, às vezes, conseguem “queimar o filme” do nosso país maravilhoso, que apesar de ter seus problemas, é uma obra de arte em uma realidade fora do comum.
Nesta terça-feira fui à praia, para minha decepção. Lá, frente ao nosso guarda-sol pude ver um dos principais estereótipos de nosso país: morena cor do pecado, gostosa e fácil, para não chamar de puta. Na nossa frente e na mesa ao lado dela estavam dois italianos com pinta de gringo. A mulher levantou-se e foi se oferecer a passar protetor nas costas de um dos italianos. Logo aceitou e, em seguida, começou a baixaria e a minha indignação também. Muitas pessoas ao redor ficavam atordoadas com tal fato, cochichando entre os integrantes de cada mesa, o que mostra que não fui o único a ficar atordoado.
O fato é o seguinte: vamos deixar nossas praias virarem bordéis a céu aberto? Vamos deixar nosso país fortalecer o estereótipo de “sexo fácil” no exterior?
Cabe a você decidir. Cabe a você colaborar para que isso não ocorra.
Na hora que ocorria não fiz nada. Arrependo-me. Entretanto, estou aqui usando as minhas palavras para mostrar a realidade. Estou aqui para tentar “desaliená-los” e mostrar que o ideal, ainda, não existe.


Nota:
A Barraca visualizada foi a Boa Vida, que é ao lado da Cocobeach e do Arlindo.

dezembro 27, 2010

Bipolaridade amorosa



Maltratado... Maltratado...
Debruço-me sobre o travesseiro. Nostalgia freqüente. Surto de um apaixonado desapaixonado.
Viro-me em direção ao teto. Olho para todos os lados a que tenho permissão. Lembranças e mais lembranças vêm a minha cabeça.
 Branco.
Nenhuma atitude ou gesto que eu poderia fazer, ou ter feito, surge na minha cabeça.
Coração bate... Bate... Cada vez mais rápido e de forma dolorosa. Uma dor que me faz arder por dentro, como se meu sangue, de repente, tornou-se um ácido super-forte.
As lágrimas descem sobre meu rosto. Desespero e inconstâncias. Bipolaridade amorosa.
Perguntas do tipo:
Será que ela ainda gosta de mim?
Será que sou o melhor para ela?
Saco... Nostalgia fétida. Que se dane a paixão. Quem necessita dela? Tolos que se deixam levar por ela. Fui um idiota em acreditar nessa “magia”. NÃO HÁ MAGIA!
Deixa de ser cego, seu idiota. Tudo aquilo não passou de uma simples ilusão.
Não!
O que estou pensando?
É lógico que o amor existe. É lógico que a paixão existe. Inúteis e desalmados são aqueles que não acreditam no impossível nem no possível. Não é o fato de ser uma abstração que não irá existir. Você pode sentir o ódio, mas eu, o amor.
Chega dessa bipolaridade amorosa.
CHEGA!

dezembro 20, 2010

A caminhar no escuro


Fico a caminhar no escuro. Fico sem saber aonde chegarei. Será um escuro em meus pensamentos ou, quem sabe, uma luz criptografada na escuridão de meus olhos? Sombras atravessam-me sem sentido, sem direção, sem objetivo.
Barulhos que, mais uma vez, não são audíveis. Medo que não dá para ficar contido. Afinal, por onde estou andando? Mergulho em teus sonhos. Apenas fatos surreais, fatos que se contradizem automaticamente, involuntariamente. No fim, não é nada demais.
A escuridão que me questiono deve ser a mesma a que questionas. Uma escuridão onde sua vida se emana, onde sua vida, que já fora candura, é, apenas, mais uma incompleta alma devastada por um sistema virulento, que te destrói sem a menor dó, sem a menor piedade. Enfim, na sociedade não há piedade. Há esperança.

dezembro 16, 2010

SESSÃO MANIFESTO - Transferência de personalidade

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Manifesto contra àqueles pais que não sabem ou não têm noção de como querem ser vistos pelos seus filhos, que, em grande parte das vezes, agindo com irresponsabilidade, acabam levando muitas crianças a uma total irregularidade sentimental, excluindo a compaixão, a caridade e a possibilidade de fazer alguém feliz.
Ver os filhos depois de crescidos agindo como os seus pais agiam no passado pode trazer vergonha e arrependimento aos indutores de tal personalidade humilhante. 
É uma realidade vergonhosa... Um mal social.
Felizmente, há aqueles que conseguem enxergar antes que o filho cresça, percebendo o que está formando para o futuro de quem vive próximo a eles, mudando o seu jeito de ser e de viver diante do mundo, sem o cabresto que é imposto inconscientemente.

dezembro 13, 2010

A Laranjeira



Quanto tempo passei ao seu lado, desabafando casos perdidos, sugerindo formas de viver, de aprender, de errar?
Hoje, venho-me a relembrar todos os dias que passamos juntos, brincando ao seu redor, retirando suas laranjas, as quais eram as mais adocicadas da cidade, e deliciando-me a sua sombra, projetada para me proteger.
Seus galhos tortuosos e espinhentos, sua raiz que emanava do solo causando rachaduras no chão e rugas em minha mãe, fazendo-a recorrer a modos nada agradáveis para você, eu acho. A sua copa, que, às vezes chegava a minha janela, para meu deslumbre e, na minoria das vezes, para retirar o meu sono, era magnífica, não necessitando de poda.
Foram incontáveis os amigos verdadeiros e falsos que você me trouxe. Amigos que se foram com o tempo e de acordo com que iam acabando as laranjas, amigos que, no fim das contas, não eram amigos meus, mas apenas seus.
Agora fico aqui a te admirar e a passar uma nostalgia que toma conta de todo meu ser. Fico lembrando os seus tempos de auge frutífero, de todos os animais que você me viu criar, de toda a minha infância que passou diante de seus galhos. Sinto pena dos meus irmãos que não tiveram você nem souberam aproveitar você, deixando-a isolada. Desculpa por isso.
Estou estático diante do que fizeram contigo. Ainda procuro vida em seu tronco. Cadê os seus espinhos? Cadê a sua copa? Cadê a laranjas?
Enfim, cadê você, minha laranjeira?

dezembro 02, 2010

SESSÃO MANIFESTO - PAIXÃO SUTIL

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Paixão... Como é bom se apaixonar...
Essa semana eu manifestarei a favor da total liberdade de se apaixonar, da total liberdade de se dar ao coração de uma pessoa, mesmo que seja apenas uma projeção. Afinal, podemos fazer uma associação com o pôr-do-sol. Esperar a pessoa certa, mesmo que seja uma simples paixão, é como sentar para ver o pôr-do-sol, sabendo que ele vai se "esconder", não dependendo de você, mas precisa estar de olhos bem abertos para apreciar a imagem, ou seja, saiba aproveitar enquanto estiver apaixonado, pois, caso não aproveite, poderá lamentar-se por um longo tempo, ou não.
Para aproveitar o embalo, quero manifestar contra essas pessoas que não sabem diferenciar o "ser legal" com "dar em cima" ou "frescar" com "dar em cima". APRENDAM.!! Para depois não falarem besteiras.
Manifestar contra, também essas menininhas que vêm com papo de "Ah... Me arrependi de ter ficado com ele"... Meu irmão, isso é a coisa mais idiota que alguém pode falar. Sugestão: CRESÇA E APAREÇA... Aproveite e AMADUREÇA, pois isso é papo de gente mal amada...
Desculpa, mas é a verdade!

novembro 29, 2010

A doce lágrima de uma criança


Olhe diretamente nos olhos umedecidos de uma criança. Contemple a pureza sendo esparramada pelo chão, pelas mãos, pelo rosto, pelos olhos. Finque e olhe.
É incrível a miscigenação de sentimentos e purezas que há em um simples olhar de uma criança. É incrível, também, o que pode haver em uma lágrima delas.
Não há pecado maior que fazer uma criança chorar, mas sem birra, lógico. Para chegar a essa conclusão, passei por um simples, mas lamentoso, fato do cotidiano.
Uma amiga chegou a mim e disse:
-Dú, estou tão triste.
Ao terminar de falar, olhei para ela e desceu uma lágrima pelos seus olhos. Aquela lágrima valeu mais que muitas palavras. Senti o peso no seu coração. Senti um olhar de uma criança pedindo colo, um ombro amigo.
Encostei a cabeça dela no meu ombro e disse:
-Chora... Suas lágrimas podem curar a sua alma, criança.
Enxuguei suas lágrimas e senti a energia que havia ali. De repente, senti a tristeza invadir-me. Lamentei.

novembro 25, 2010

SESSÃO MANIFESTO - "APREVISÕES" DO NOVO MILÊNIO

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Como seria bom se todas as previsões para o novo milênio tivessem sido concretizadas...
Como seria bom se, realmente, as previsões boas podessem ser concretizadas..
Isso é mais um surrealismo barato.
Uma sociedade, ou melhor, um sistema faz de tudo para que nada seja previsível. Tentaram prever o fim da guerras. Em 2001 já iniciou a Guerra do Afeganistão.
P* meu irmão! Será que nunca os "FODÕES" vão cansar disso, e tentarão mudar o mundo como é hoje, na base do poder e da hipocrisia?
Como seria bom se ao menos uma dessas previsões, ao menos uma, volto a repetir, torna-se realidade.
"Mal de Mundo Moderno". Mal Abstrato.

novembro 21, 2010

A Rosa que já não é mais minha...

Quanto tempo se passou desde que nos falamos?
Muito.
Brigo por um momento ao seu lado,
Por um bocejo mal dado,
Por uma voz que já não é mais minha.

Luto por ti.
Sinto a sua falta.
Nossas conversas que começavam a noite e iam de madrugada adentro,
Hoje, nada.

Gladiar por um momento,
Por uma Rosa que já, não mais, tenho,
Não faz mais parte de mim,
Porque essa Rosa, já não é mais minha... Infelizmente.

novembro 19, 2010

SESSÃO MANIFESTO - PRECONCEITO OU PRÉ-CONCEITO?


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Não vou ser hipócrita em dizer que nao tenho pré-conceito ou preconceito. 

Manifesto total contra o preconceito, mais uma mazela da sociedade viva, mas, ao mesmo tempo, morta, em ideologias úteis para viver com respeito e, principalmente, regido por uma dignidade humana.
Pré-conceito e Preconceito vivem conciliadas, um completando o outro.
Isso não é nenhum pouco legal, isso é IDIOTICE.
Tento acabar com minha idiotica, mas o sistema nos condiciona a coisas que jamais pensamos que estamos "pensando", deu para entender?
Desculpe-me pelo preconceito, mas eu tenho com quem tem.
Auto flagelação?
...

novembro 15, 2010

SESSÃO MANIFESTO - ANALFABETO POLÍTICO

Agora, no blog INTUIZIONE, terá a "SESSÃO MANIFESTO", onde trarei modos de ver a sociedade de forma diferente, fazendo de tudo para a sua maior conscientização da sociedade.
Espero que gostem. Todas as quintas. Não deixem de acompanhar.
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Um manifesto a favor de abrirmos os olhos para a nossa sociedade!
Apóie essa causa. Fuja do senso comum e preste atenção em quem você votou.
Não faça a mesma m* duas vezes.

novembro 14, 2010

Alucinações


Alucinações. Fuga da consciência. Surreal.
É incrível a capacidade de embriaguês que podemos chegar. Passa-se a ouvir ruídos diferentes do acostumado.
Apresento-me sob o efeito droga mais comum da sociedade, o álcool.
Pessoas cometem pecados inimagináveis, diabólicos pela incrível tentação. Uma amiga ao meu lado apresenta-se desolada. Tenho vontade de beijá-la. Apenas vontade. Sinto as conseqüências. Com um leve toque de embriaguês, levantarei desta cadeira e seguirei com meus “pecados carnais”. Eu gosto de “pecados carnais”.

novembro 13, 2010

O lado de fora de João Miguel

            Galera, esse texto é bastante especial pelo fato do reconhecimento que obtive com minhas crônicas, o que me fez aumentar o instigar de escrever. Leiam e curtam(se quiserem).
Abraços



             Vejo João Miguel a sofrer. Sofrimentos que trazem à tona o conflito interno por que ele passa. Monólogos, com certeza, são constantes. Apresenta um olhar intrigante, meio sofrido, meio misterioso. Não é um mistério comum, é como se fosse o infinito dentro de outro infinito. Complexo, não acha?
             Sou apenas o carcereiro do presídio onde João está. Paro alguns minutos e fico a visualizar seus conflitos. O que será que está passando pela sua cabeça agora? Será que pensa o quanto é injusta a justiça, que funciona bem para os ricos e de maneira eficiente e, quem sabe, tardia para os pobres?
             João Miguel ainda tem sorte de receber visitas de vez em quando. Há outros que foram esquecidos até por Deus. Esses, com certeza, estão arruinados. Injustiça dentro da justiça. É contraditório, mas é a realidade, nada de surrealismo nessa prisão.
            Continuo a ver João. Apresenta-se inquieto, inquestionável, sorrateiro. Desliza-se entre a loucura e a consciência. Infeliz. Preconceitos serão obtidos no fim de tudo, no fim de sua vida medíocre. Esse é um mal abstrato de um mundo concreto, onde os presidiários, com João Miguel, tendem a lutar contra a sociedade, que se baseia em um senso comum medíocre, e contra uma psicose oculta.
            Fico a esperar o quanto ele aguentará neste local. Junto à espera, há sempre uma resposta. Às vezes, não aceita por nós, mas correta.
            Quem me dera poder dar condições melhores a presos como João, que vivem entre paredes mofadas, de celas lotadas, com descasos políticos e sociais. Quem me dera que esse mundo se tornasse humano, e não racista.
            João acaba de reparar a minha presença ao seu lado. É melhor sair devagarzinho antes que o doutor Delegado me pegue fora do serviço.
           Com um olhar, dou meu “Até mais, grande João Miguel”.

novembro 12, 2010

Pare. Pense. Enxergue.


O ofuscar dos raios solares encandeiam minha visão. Fico a admirar o pause de uma sociedade inerte, ofuscada.
Placas e mais placas passam sem vida. Entretanto, será que essa “inanimação” também nos atinge? Vivemos em função de quê? Do quê?
Fico a me perguntar, também, o que eu terei feito pela humanidade, pela vida de alguém, ou mesmo pela minha?
Cabelos ao vento e volto a me questionar. Busco as soluções de tudo. Nada encontro... Nada.
Alguém já se perguntou o porquê de nunca haver respostas?
Alguém já parou para olhar diante do seu nariz?
Alguém já parou e tentou fugir do mal da sociedade?
Alguém já pensou como nos tornamos alienados sem nem ao menos ter percebidos?
Alguém já visualizou o mundo além do que ele já é?
Por favor, visão periférica não é o suficiente para enxergarmos a vida.
São apenas incógnitas... Apenas...
Pare. Pense. Enxergue.

outubro 28, 2010

A vergonha nos intimida


A vergonha nos intimida... Petrifica-nos.
Muitos nunca se deram conta da quantidade de aventuras ou ações que deixamos de fazer por conta da vergonha ou timidez, que para mim é a mesma coisa.  Eu mesmo já fui vítima de tais acontecimentos, como chegar numa garota – gatíssima-, que, por sinal, me arrependo até hoje, ou como deixar de fazer “putaria” (desculpe-me pela palavra, mas é necessária) com os amigos num bar derrubado, onde o que importa é se tem cachaça. Às vezes, me arrependo, outras... Não.
Bem, não venho aqui escrever um texto sobre arrependimento, e sim sobre vergonha. Mais precisamente, vergonha de amar.
CAIA NA REAL! A maioria das pessoas sente vergonha de amar. Você já percebeu? Tomara que não, pois se não meu texto não terá fundamento para ti.
Por que demoramos tanto dizer um “eu te amo”, mas sem vulgarizar? Simplesmente, vergonha. A maior vergonha de todas é o amor, pois a sua imensidão faz jus ao “tempo de superação”, que, às vezes, é muito chato, muito mesmo!
Diante disso, pode-se visualizar o quão somos inconstantes frente ao amor. Morro de rir quando esse é o assunto, pois, depois de tantas “quebradas de cara”, vejo o amor como algo cômico da vida, mais uma fase a ser separada, podendo ser sozinho, amor platônico, ou em grupo, quem sabe...
Dizer um “eu te amo” vergonhosamente é dizer um “eu te amo” sem vulgarizar. Frases curtas, mas intensas, quando vulgarizadas, levam ao lixo, ao ócio poético, ao “anti-ode”.
Quer saber... Diga o que quiser, mas agüente as conseqüências de uma vergonha oculta, mas sem sentido, sem sentimento. A VIDA É SUA!

outubro 24, 2010

Ponto.


Ponto... Ponto...
Simplesmente visualize.
Visualize uma imensidão do branco sob um ponto. Ponto preto. Limitar-se a ele não é a atitude mais sábia a ser feita. Limitar-se é alienar-se.
E se apagar o ponto preto, o que restará?
Você seria apagado também?
Deslocar-se-ia de uma vida concreta, focada para viver num surrealismo inconstante?
Viver sob uma constância inconstante, viver sob uma metamorfose ambulante, viver em função de perguntas e abstrações pode levar você ao nada. Nada.
Felicidades que vão sumindo como o murchar de cravos, saudades que surgem como o florescer de uma flor de Lótus, esperanças que são levadas pelo vento. Carência? Espero que não, apenas vazios que não tenho como preencher. Fuga de emoções, sentimentos.
“Heróis são aqueles que tornam magnífica uma vida que já não podem suportar”. Heróis são aqueles que não negam nem endeusam a utopia da vida. Momentos surreais vêm à tona, resumindo-se a um ponto.
Ponto... Ponto...