novembro 15, 2010

SESSÃO MANIFESTO - ANALFABETO POLÍTICO

Agora, no blog INTUIZIONE, terá a "SESSÃO MANIFESTO", onde trarei modos de ver a sociedade de forma diferente, fazendo de tudo para a sua maior conscientização da sociedade.
Espero que gostem. Todas as quintas. Não deixem de acompanhar.
Um manifesto a favor de abrirmos os olhos para a nossa sociedade!
Apóie essa causa. Fuja do senso comum e preste atenção em quem você votou.
Não faça a mesma m* duas vezes.

novembro 14, 2010

Alucinações


Alucinações. Fuga da consciência. Surreal.
É incrível a capacidade de embriaguês que podemos chegar. Passa-se a ouvir ruídos diferentes do acostumado.
Apresento-me sob o efeito droga mais comum da sociedade, o álcool.
Pessoas cometem pecados inimagináveis, diabólicos pela incrível tentação. Uma amiga ao meu lado apresenta-se desolada. Tenho vontade de beijá-la. Apenas vontade. Sinto as conseqüências. Com um leve toque de embriaguês, levantarei desta cadeira e seguirei com meus “pecados carnais”. Eu gosto de “pecados carnais”.

novembro 13, 2010

O lado de fora de João Miguel

            Galera, esse texto é bastante especial pelo fato do reconhecimento que obtive com minhas crônicas, o que me fez aumentar o instigar de escrever. Leiam e curtam(se quiserem).
Abraços



             Vejo João Miguel a sofrer. Sofrimentos que trazem à tona o conflito interno por que ele passa. Monólogos, com certeza, são constantes. Apresenta um olhar intrigante, meio sofrido, meio misterioso. Não é um mistério comum, é como se fosse o infinito dentro de outro infinito. Complexo, não acha?
             Sou apenas o carcereiro do presídio onde João está. Paro alguns minutos e fico a visualizar seus conflitos. O que será que está passando pela sua cabeça agora? Será que pensa o quanto é injusta a justiça, que funciona bem para os ricos e de maneira eficiente e, quem sabe, tardia para os pobres?
             João Miguel ainda tem sorte de receber visitas de vez em quando. Há outros que foram esquecidos até por Deus. Esses, com certeza, estão arruinados. Injustiça dentro da justiça. É contraditório, mas é a realidade, nada de surrealismo nessa prisão.
            Continuo a ver João. Apresenta-se inquieto, inquestionável, sorrateiro. Desliza-se entre a loucura e a consciência. Infeliz. Preconceitos serão obtidos no fim de tudo, no fim de sua vida medíocre. Esse é um mal abstrato de um mundo concreto, onde os presidiários, com João Miguel, tendem a lutar contra a sociedade, que se baseia em um senso comum medíocre, e contra uma psicose oculta.
            Fico a esperar o quanto ele aguentará neste local. Junto à espera, há sempre uma resposta. Às vezes, não aceita por nós, mas correta.
            Quem me dera poder dar condições melhores a presos como João, que vivem entre paredes mofadas, de celas lotadas, com descasos políticos e sociais. Quem me dera que esse mundo se tornasse humano, e não racista.
            João acaba de reparar a minha presença ao seu lado. É melhor sair devagarzinho antes que o doutor Delegado me pegue fora do serviço.
           Com um olhar, dou meu “Até mais, grande João Miguel”.

novembro 12, 2010

Pare. Pense. Enxergue.


O ofuscar dos raios solares encandeiam minha visão. Fico a admirar o pause de uma sociedade inerte, ofuscada.
Placas e mais placas passam sem vida. Entretanto, será que essa “inanimação” também nos atinge? Vivemos em função de quê? Do quê?
Fico a me perguntar, também, o que eu terei feito pela humanidade, pela vida de alguém, ou mesmo pela minha?
Cabelos ao vento e volto a me questionar. Busco as soluções de tudo. Nada encontro... Nada.
Alguém já se perguntou o porquê de nunca haver respostas?
Alguém já parou para olhar diante do seu nariz?
Alguém já parou e tentou fugir do mal da sociedade?
Alguém já pensou como nos tornamos alienados sem nem ao menos ter percebidos?
Alguém já visualizou o mundo além do que ele já é?
Por favor, visão periférica não é o suficiente para enxergarmos a vida.
São apenas incógnitas... Apenas...
Pare. Pense. Enxergue.

outubro 28, 2010

A vergonha nos intimida


A vergonha nos intimida... Petrifica-nos.
Muitos nunca se deram conta da quantidade de aventuras ou ações que deixamos de fazer por conta da vergonha ou timidez, que para mim é a mesma coisa.  Eu mesmo já fui vítima de tais acontecimentos, como chegar numa garota – gatíssima-, que, por sinal, me arrependo até hoje, ou como deixar de fazer “putaria” (desculpe-me pela palavra, mas é necessária) com os amigos num bar derrubado, onde o que importa é se tem cachaça. Às vezes, me arrependo, outras... Não.
Bem, não venho aqui escrever um texto sobre arrependimento, e sim sobre vergonha. Mais precisamente, vergonha de amar.
CAIA NA REAL! A maioria das pessoas sente vergonha de amar. Você já percebeu? Tomara que não, pois se não meu texto não terá fundamento para ti.
Por que demoramos tanto dizer um “eu te amo”, mas sem vulgarizar? Simplesmente, vergonha. A maior vergonha de todas é o amor, pois a sua imensidão faz jus ao “tempo de superação”, que, às vezes, é muito chato, muito mesmo!
Diante disso, pode-se visualizar o quão somos inconstantes frente ao amor. Morro de rir quando esse é o assunto, pois, depois de tantas “quebradas de cara”, vejo o amor como algo cômico da vida, mais uma fase a ser separada, podendo ser sozinho, amor platônico, ou em grupo, quem sabe...
Dizer um “eu te amo” vergonhosamente é dizer um “eu te amo” sem vulgarizar. Frases curtas, mas intensas, quando vulgarizadas, levam ao lixo, ao ócio poético, ao “anti-ode”.
Quer saber... Diga o que quiser, mas agüente as conseqüências de uma vergonha oculta, mas sem sentido, sem sentimento. A VIDA É SUA!

outubro 24, 2010

Ponto.


Ponto... Ponto...
Simplesmente visualize.
Visualize uma imensidão do branco sob um ponto. Ponto preto. Limitar-se a ele não é a atitude mais sábia a ser feita. Limitar-se é alienar-se.
E se apagar o ponto preto, o que restará?
Você seria apagado também?
Deslocar-se-ia de uma vida concreta, focada para viver num surrealismo inconstante?
Viver sob uma constância inconstante, viver sob uma metamorfose ambulante, viver em função de perguntas e abstrações pode levar você ao nada. Nada.
Felicidades que vão sumindo como o murchar de cravos, saudades que surgem como o florescer de uma flor de Lótus, esperanças que são levadas pelo vento. Carência? Espero que não, apenas vazios que não tenho como preencher. Fuga de emoções, sentimentos.
“Heróis são aqueles que tornam magnífica uma vida que já não podem suportar”. Heróis são aqueles que não negam nem endeusam a utopia da vida. Momentos surreais vêm à tona, resumindo-se a um ponto.
Ponto... Ponto...

outubro 18, 2010

O outro lado

P.S.: Texto é muito antigo, dá época que eu tinha inspiração.

Na infância, geralmente, as pessoas apresentam atitudes singelas, honestas e sinceras. Entretanto, quando vai crescendo e obtendo maturidade, o lado “sombrio” das pessoas vão se tornando mais perceptíveis.
Quando criança, aos sete anos de idade, mais ou menos, brinquei muito com várias outras crianças (lógico) de raças e classes diferentes, mas uma me marcou. Tenho dúvida se ele era real, ou fazia parte da minha imaginação. Lembro que o conheci na rua e acabamos indo brincar no quintal lá de casa. Não lembro seu nome, não lembro suas feições, lembro apenas que ele era verdadeiro.
Quando brincávamos, perguntei-o:
- Onde você mora?
- Ali! Do outro lado! – apontou o menino para o muro, respondendo a pergunta.
Nada respondi, pois não havia nada depois da parede. Continuei a brincar.
O tempo foi passando e eu, esquecendo a virtude da amizade. Chego à adolescência, meus ideais infantilizados vão-se de forma discreta, como um sopro em um vão. Recordações são apagadas sem questionamento. Entretanto, ainda lembro-me desse menino, levando-me a dúvida:
-Onde é o “outro lado”? Será o outro lado da vida? Dos meus pensamentos? Das dificuldades?
Enfim, este “outro lado” acabou mudando o rumo da minha vida sem eu perceber. Teria sido um anjo que me fez desmanchar sobre palavras jogadas ao léu de forma inocente? Espero que sim.

Eduardo Mulato