outubro 14, 2010

Governa-me

Como podes em meu coração presenciar,
Se nem ao menos o dei a ti?
Aludi-me frente ao ódio e às trevas a que me encontro
Sou apenas um servo de vosso amor,
De Vossa Majestade, Rainha da minha ilusão.

Teus pés desnudos que atravessam o meu pensar,
Sem nem ao menos me pedir permissão.
Concessões que revigoram o teu ego,
O teu jeito surreal de me ver.

Sois apenas uma jovem a aludir-me,
A provocar desconfortos em teu reino.
Quero governar-te assim como me domaste,
Desprovido de uma madrugada insone,
Esperando a aurora crepuscular dos teus sonhos.

Sirvo-te com propósitos,
Mas sem rimas.
Sirvo-te com o esplendor de pensamentos platônicos.
Embora assuma que não és de minha graça,
Mas que sejam feitas as tuas vontades.


Oh, Doce Rainha,
Inerva-me com tuas congratulações,
Pelo menos, assim espero.
Sem o pesar de que o amanhã virá,
Para amar-te cada vez mais.


Eduardo Mulato

outubro 08, 2010

O último olhar


Olhe-me.
Olhe-me como se fosse a última vez. Não entendo a minha angústia, minha desaceleração ilusória. Não me arrependo dos meus atos. Olhe-me.
Não me negue na sua vida. Perpetue-me. Não quero suas lágrimas, não quero a sua “pena”, não mereço. Por favor, não sofra por mim. Acate este último pedido. Necessito de liberdade. Liberte-me. Olhe-me.
A dor que me assola constantemente é a mesma que assola o seu pensar, a sua feição. Desculpe-me. Se hoje não posso erguer-me para te ver, desculpe-me. A minha vida baseou-se no Determinismo da sua trajetória, do seu destino. Se não lhe dei mais atenção. Desculpe-me.
Imagine que estas diante de mim, mas não de forma inferiorizada, e sim, igualitária. Imagine que nunca é tarde de mais para nos amar. Ama-me. Caso eu seja a constância da sua vida, não me alterne. Apenas, ama-me.
Mesmo com todas as dificuldades, sempre seguirei você. Irei proteger-te, acariciar-te, viver ao seu lado por toda a eternidade. Imortalizei-me nesse mundo medíocre, nesse mundo onde apenas você pode decidir meu futuro.
Se eu estou morto, não quero que seja para ti. Se estou morto, quero que retire essas sombras que presenciam o seu olhar. Se eu estou morto, olhe-me pela última vez. Olhe-me...

outubro 03, 2010

Desejo

Desejo...
Olhar nos teus olhos
Vislumbrar os teus pensamentos
Ler a tua alma
Sentir teu coração ardendo
Desejos de confissões que vem me corroendo.
                                              


Dedicado a Amanda Andrade.

Eduardo Mulato

 

Queria saber te amar...


Queria saber te amar
Por mais difícil que seja
Quero conseguir
Ter seu amor junto a mim
Para nos enlaçarmos sobre o infinito

Queria saber te amar
Não importando o que o destino tenha traçado
Desafiarei gigantes e dragões
Para que possuíamos um momento
Que seja singelo e intenso.

Queria saber te amar
Para que todos nos olhassem e se indagassem
O quanto é a graça de ter você comigo
Levando meu medo à fuga e a minha felicidade ao reencontro.

Queria saber te amar
De forma incondicional,
De forma indomável, intenso,
Perpetuando-se sem paradoxos,
Isolando a solidão contida.

Queria, apenas, saber te amar...

Eduardo Mulato

setembro 25, 2010

A busca por um amor.

Paciência... Paciência... Espero ansiosamente por um encontro que me leve ao êxtase do meu prazer. Por que é tão difícil sentir aquela paixão surreal? Será apenas pelo fato de ser surreal?

A busca incessante por esse amor tem me trazido problemas, às vezes irreversíveis, pois afetam diretamente meu subconsciente, resultando em mudanças nas minhas virtudes e inconstâncias, mudanças que vêm por micelas de medo e, consequentemente, cautela.
Posso dizer que já sofri muito por amor, muito mesmo. Apenas o fato de passar seis anos da minha vida gostando (ou melhor, amando) sem ao menos ficar com ela, e detalhe, ela sabia e pisava no meu amor de forma incondicional. Dor. Resumo de seis anos de uma vida que seria levada adiante sobre medo, angústia e cautela.
Sonho com uma mulher “ideal” que apresente caráter, maturidade e um fluxo intenso de consciência, que poderá utilizar no futuro evitando o sofrimento dela e o meu. Sonho com uma mulher que não precisa ter muita experiência, mas o que já tem, sabe utilizar, não importando o quão de efêmero seja. Enfim, a solução é esperar de alma tranqüila, corpo mole e de peito aberto.
Como dizia uma grande amiga minha “esperar a pessoa certa é como sentar para ver o pôr-do-sol, sabendo que ele vai se ‘esconder’, não dependendo de você, mas precisa estar de olhos bem abertos para apreciar a imagem”. Lindo, não? Responderei quando achar meu amor completo.



P.S.: Esse sofrimento de seis anos é apenas um dos que ocorreram na minha vida. Daí, já se tira o quanto foi perturbada.

Eduardo Mulato

setembro 22, 2010

Diálogo de Loucura II


É impressionante como ultimamente venho sendo vítima de chacota de uma piveta (se ela me ouvir falando isso...) sendo chamado justamente de – LOUCO.
Pode uma ela estar fazendo uma coisa dessas? Morro de rir, mas é verdade. Contudo, sabe o que é pior? Eu estou dando cabimento a ela. Nunca, em toda a minha pequena e humilde vida, fui julgado como louco no sentido literal. Isso é bom, muito bom.
Faz muito tempo que não fico instigado a discutir assuntos que pra ela não tem a menor importância, mesmo assim, é bom. Ela me ouve como se apresentássemos em um vácuo onde só é possível ouvir minha voz. Atenção, essa é a palavra que devemos ter com os outros.
Tenho o costume de jogar palavras e ensinamentos ao léu na intenção de que alguém faça proveito na sua vida, utilizando como ensinamento, meio de maturidade, ou para promover o bem, espalhando, também, seus outros ensinamentos. Está ficando meio complexo, não?
Entretanto, gosto de lembrar que o bem do próximo pode levar ao seu bem também, pois, de acordo com Jean-Paul Sartre “o inferno são os outros”, mas, renegando ao máximo esse inferno, podemos nos superar.
E agora, piveta? Concluiu que sou doido de pedra? Que bom...

setembro 21, 2010

Desatoloando o sobrecarregado

Fico a me indagar se são todas as mulheres que possuem complexos de inferioridade ou algo parecido. Não costumo generalizar, mas é o que está parecendo. Se nós homens, sinceros lógico, dissermos que adoramos vocês, por que duvidar? Engraçado que quando não é oito, é oitenta.
Chega dessas suas besteiras. Será possível que é necessário um monólogo interior para resolver tal conflito? Poupe-me da sua autoflagelação. Poupe-me das suas infantilidades constantes. Cresça. Onde está a sua maturidade quando ficava a se vangloriar.
Pare. Estás apenas a me decepcionar e a diminuir o meu carinho por ti. Não me chatei mais. Não se afaste de mim nem recuse abraços meus, que são apenas sinceros.
Não vou viver por detrás de mim mesmo. Viva sua vida, mas com maturidade suficiente para aprender a perder de modo mais “adulto”, que é o que você está precisando começar a se formar.
Não jogue baixo, pois também sei jogar muito bem, modéstia a parte.


Eduardo Mulato